quarta-feira, 28 de abril de 2010

Jessica Brando: One (2009)

One é o álbum de estreia da cantora de apenas 15 anos, finalista do Festival de Sanremo na categoria Nuove Generazione com a bela canção Dove Non Ci Sono Ore, que não vem neste EP de covers. As músicas escolhidas vão de Green Day a Stevie Wonder. Parece estranho, mas até acho o resultado razoavelmente homogêneo, principalmente porque a menina canta muito.
E não é resultado de edição do audio, já que no Festival, ao vivo, mesmo aparentando muito nervosismo, Jessica cantou bem. Mas daqui a pouco retorno a esse tema. Vamos ao EP.
Time is running out, cover do Muse, é a música que abre o disco. Boa, mas não me emociona. Como o disco, inteiro, aliás... Além disso, acho o clima da gravação original mais sombrio, o que me agrada mais. Em seguida, um cover de Karma Police, do Radiohead. Bonitinho. E só. Stop and Stare, cover do OneRepublic, é a única que achei muito boa, apesar de similar demais ao original. Wake me up when semptember ends, cover do Green Day, também tem um bom resultado. Já Never Dreamed You'd Leave in Summer, depois que o Stevie cantou no funeral de Michael Jackson, acho qualquer interpretação inferior. I Belong to You, cover de Lenny Kravitz, é ruim e desnecessária. Por fim, vem um péssimo remix de Stop and Stare, que podia ter ficado de fora.
One é um cd com covers pouco inovativos, e apesar da bela voz de Jessica, ainda falta algo. Tudo me parece muito vazio, falta inovação, falta imprimir o toque pessoal da cantora. Ok, é até compreensível, afinal ela é só uma menina de 15 anos com um mega talento vocal e muita estrada pela frente. Mesmo a apresentação em Sanremo, e outras apresentações que assisiti são tecnicamente impecáveis, mas ela me parece preocupada apenas em cantar a música e não em senti-la, e muitas vezes parece que ela está esperando desesperadamete que a música acabe logo. Comparei com a Laura Pausini, aos 18 anos, cantando La Solitudine em 93, na edição daquele ano do Festival. Foi uma interpretação não tão correta quanto a de Jessica, mas certamente emocionante. Acho que é isso que falta a Brando: sentir a música, não contar os segundos para acabar, emocionar-se com a letra. Realmente espero que ela consiga fazer isso, pois sua voz é excepcional e continuar assim seria um desperdício. Rezemos para que o segundo disco seja de canções inéditas tão boas ou melhores que Dove Non Ci Sono Ore.

Melhores Músicas: Stop and Stare, Wake me up when September ends

Piores Músicas: I Belong to You

Nota: 5

7 comentários:

Gio disse...

HUmmm. parabens pela suas avaliações.. eu.. jamais conseguiria ser tão descritivo e analista !!!
Mas... como vc justamente relaciona.. o so fato de fazer covers, começar com covers, não acho seja o melhor trampulim... tipo.. "não tem nada pra dizer mesmo de seu?!"
Alias. pessoalmente, detesto tudo que é cover.. sendo muitissimo dificil alguem interpretar e melhorar qualquer q seja a musica.
E tampouco poderiamos comparar alguem á Laura Pausini. Acho que escutei aquele seu primo cd um milhao de vezes. E até hj é o melhor disco dela (tirando a ultima faixa - nuca me dece - nada a ver com ela, com aquele disco).
E, pur deixando a desejar em varias faixas dos varios cds dela, entendo que ninguem tem um retrospecto tão forte e belo quanto ela no campo feminino na historia italiana da musica leggera.
Talvez.. dizem.. somente Mina pode ter deixado um legado maior ou tão forte quanto. Mas.. eram outros tempos tambem.
Ciao.

Bruna / Chiisana Hana disse...

Ciao, Giorgio!
Pois é, eu gostei muito da voz da Jessica, mas realmente começar com covers não é legal. Podia ter gravados os covers e mais algumas músicas inéditas pelo menos "para disfarçar". Felizmente, parece que ela entendeu que o caminho não é legal, já que gravou Dove Non Ci Sono Ore.
Acho que o forte da Laura, além da voz, é mesmo a interpretação, mas, como 'pausiniana das antigas' (já fui até sócia do fã-clube oficial, hehe!), acho que ultimamente o trabalho dela não tem feito jus ao talento. Sei lá, os últimos discos me parecem um tanto repetitivos. Gosto mais dos antigos, inclusive esse primeiro ao qual você se refere. Aliás, eu e Thay gostamos da última música dele!! É diferente, realmente pouco adequada ao estilo dela, mas acho que é isso que me agrada. Da mesma forma, gosto de Cani e Gatti, uma música obscura do segundo cd dela. E concordo que o legado dela é realmente formidável, mas espero que os próximos discos estejam à altura dos antigos, especialmente o Le Cose Che Vivi, meu preferido.
Obrigada pelo comentário, Giorgio! São comentários como o seu que esperamos receber! É legal incentivar um debate saudável sobre o que postamos no blog!
Arrivederci!

Gio disse...

Grazie mille,

ainda nao sei se escrever em portugues (mas me limita justo um pouquinho) ou em italiano ;-)))

Espero de ser util e partecipativo, mesmo estando "porforizado" para com o que tem de mais atual na "terrinha". Sou dos anos 80 ..entao.. posso falar e opinar mais sobre aquela epoca: 80/90.
Mas ja posso te dar uma opiniao, até como referencia:

Melhor rock italiano: Ligabue ... e o "intramontabile" Vasco Rossi.
Melhor "pop"; 883
Melhor "cantautore": no passado a dupla interprete/letrista Lucio Battisti/Mogol.. decadas de dominio. No presente "the must", in my humble opinion, Samuele Bersani, a encarnação dos dois reis acima e até com um sound melhor. Do mesmo nicel Fabio Concato (tenho tudo de todos ai .. qualquer coisa é so pedir ;-)))

Seguem Battiato, Venditti, Baglioni, Pausini, Ramazzotti, Finardi, De André, Renato Zero e Rino Gaetano.

Alla prossima.

´notte.

Gio disse...

ah ..so agora percebi.. "pequena flor". interessante seu apelido... Hajimemashite. Ashita made. Oyasumiiii

Bruna / Chiisana Hana disse...

Oi de novo!
Thay é fã do Ligabue e eu também gosto bastante. Como vem cd novo dele por aí é bem provável que façamos uma resenha.
Agora Vasco Rossi, juro, não consigo gostar de nada!!!
A parceria Battisti/Mogol é clássica!
Battiato, Finardi e De André só conheço de nome, mas Ramazzotti eu adoro!!! Já a Thay não gosta muito dele...
Haha! "Pequena flor" é o meu nome de ficwriter, mas isso é uma loooonga história!
Obrigada mais uma vez!!

Gio disse...

Buongiorno,

mas então. Sim, Vasco é algo do tipo amar/odiar. Até concordo pois, de fato, eu tambem gosto de algumas musicas. Algumas das mais velhas "Albachiara" - "Colpa D´Alfredo" - "Vita Spericolata" .. As mais famosas dos albuns a partir de "Siamo solo noi". E entre os ultimos, em "Buoni e Cattivi" tem algumas faixas legais. Mas precisa colocar ele num contexto a parte. Ele foi a alanvanca numero 1 da juventude do começo dos anos 80. E é obvio que faz mais sentidos para nos, italianos daquela epoca, que nas musicas dele achavamos as referencias e rebeldia que todo jovem procura !!!
De Ramazzotti gosto meia duzia de musicas..rsrsrs. a voz e letra dele nao são aquela Brastemp.
Voce nao mencionou Bersani e Fabio Concato.
Pra mim Samuele Bersani, com seu 7 cds ja escreveu uma antologia. Ele tem o dom de letrista dum Chico Buarque e o genio musical dum Caetano.
Gosto da "musica leggera", ela é baseada sobre textos de amor no geral.
Mas o Bersani consegue se firmar e revolucionar isso com todo que é assunto em suas composições.
E se gostam de "canzoni d´amore" ninguem como Fabio Concato para descrever sentimentos !!!
Escutem. Posso repassar os titulos das mais especiais para quem queira. Arrivederci.

Bruna / Chiisana Hana disse...

OI de novo!!!
Então, sou da turma que odeia o Vasco, pelo menos por enquanto. Não conheço muuuuuita coisa do trabalho dele.
Ah, tadinho do Eros!! Gosto tanto dele!
Ah, Bersani não conheço mais que duas ou três músicas, e Concato não conheço nada!! Então não posso falar se amo, deixo no limbo ou odeio.
É isso!
Obrigada mais uma vez!!